quarta-feira, 23 de maio de 2012

Para quem sempre me pergunta o significado do NOIZ...

Obrigado mais uma vez Luis Fernando!


Arte: Luis Fernando



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terça-feira, 22 de maio de 2012

IN Formação

As crianças nutrem a essência da poesia.

Não são românticas

quem diria!

São o ar que faltava ao novo

para quem sufocou na rotina.





Estes versos foram compostos na última quinta-feira ( 17/05) em um encontro formativo para profissionais da Educação em São Bernardo do Campo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tampa do dedinho

Haikai sonâmbulo
À noite
Tropeçou no que não conhecia.
Acordou com sorriso largo
Esbarrou na poesia.
 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Oito

Foto: Diogo Gonçalves www.flickr.com/diogolhh 


Vejo as estrelas pelas telas do mundo
costurando atalhos em cada grão de céu
bordando realidades num tapete de inspiração
em um futuro maior
do que eu costumava ser.

     . . .

Tempo asfixiado
silêncio obtuso
e a música pára.

Sua mão me diz agora
o que o sorriso perdeu-se ao dizer.

Mãos!
guardam a chave do tesouro perdido.
As suas pintam o abraço
devastando o que ainda vive
intacto dentro de mim.

Uma parte de mim
acredita e vive por mentiras
semeia discórdia e gula
implora por desculpas.
A outra, a que preciso agora
é simples e recatada
teme a beleza
e a exatidão
alcançando um aroma envidraçado
que no rótulo diz:
“viver é a escalada épica dos seus anseios.”

E a noite aveludada
é vasta o bastante
para viver sozinho
repetindo minhas agitações.

Raso não é só prato que transborda
é o excesso  que instiga
quando dele se inquire uma posição
um verso fundo sem calar
roendo a aparência.

Vivo voando em meu tapete
que eu mesmo bordei
porque  sei aonde pode chegar.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Foto: Dominique Marcon


As pegadas da sombra anunciam a Era do Sol.

Agitos.
Atabaques e o corpo em cena
é o Princípio da Luz
a matéria-prima da alma
suporte espiritual
defumando o peito rasgado
suor- esforço do renascimento
em vapor amarelo.

Neste corolário
descubro a sentença da misericórdia:
quanto maior a penumbra
mais próximo o endereço de Deus.

Abóboda florida de anjos celestiais
desintegra o corpo-chumbo
de reinações terrenas
folião desesperado
que se esvai a cada espetáculo.

Efêmero como o aviso da flor de cerejeira
e a severidade dos letreiros eletrônicos
A porta estreita não me cabe mais.
Nuclear é a acidez da devastação
e sua filha dileta: a raiva.
E eu, artificial demais
no jejum de compaixões
em passos longos que mal cabem uma ansiedade
contrariei a lógica da minha ascensão
firmando compromisso com o magnetismo natural da inércia
devastando e destruindo em nome de tudo que aprisiona.

A interrupção da sua euforia
doentia
é a lima que consome a ferrugem
e tudo que virou excesso
decompõe-se no Mar.
na Terra
no Coração.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Foto: Fernanda Fernandes


O entender e ser silêncio.

Em  cada dor do mundo
me abrigo nas palavras.

Viajo sozinho
desbravando o deserto de aridez ártica
cantando em valsas
a paródia de cada pranto.

Este mundo
de atropelo  e compulsão
(não me pertence mais!)

Feitiço criado por você
(pela incapacidade de ser genuíno)
dobra o mundo em dois
plano reto
labirinto coeso
das agressões
seja lá de quem
sufoca a nitidez dos fatos.

No amargor das decisões
materializa-se a dor
e o desarme para revidar.
Assim brota minha nova humildade
colidindo
rasgando
minha nova consciência :
domingo de ilusões
em um calendário de esperanças.